Enciclopédia da Terra-Média
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Crystal kmultiple  O nome o Rei de Gondor se refere a mais de um artigo; Ver Aragorn (desambiguação).
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King Aragorn
Aragorn
nomes Estel, Thorongil, Elessar (Edhelharn), Telcontar, Envinyatar, Strider
títulos Chefe dos Dúnedain, herdeiro de Isildur
Alto Rei dos Dúnedain
Rei de Gondor e Arnor
Rei do Oeste
Rei das Terras Ocidentais
posição Guardião
Líder da Sociedade do Anel (após a queda de Gandalf)
Rei dos Reinos Reunidos
nascimento 1 de março de 2931 T.E.
Eriador
reinado 2933 T.E. - 3019 T.E. (Líder)
3019 T.E. - 120 Q.E. (Rei)
morte 1 de março, 120 Q.E.
Gondor
afiliação Sociedade do Anel
povo Dúnedain do Norte (Casa de Isildur, fundou a Casa de Telcontar
gênero Masculino
raça Homem
cabelo Preto
olhos Cinzentos
Altura Alto
vestimenta Manto verde-escuro, botas de couro (Guardião)
Manto branco puro, cota de malha adornada com prata (Rei)
"Eu sou Aragorn, filho de Arathorn, e sou chamado Elessar, a Pedra Élfica, Dúnadan, o herdeiro de Isildur filho de Elendil de Gondor. Eis a espada que foi quebrada e agora é forjada novamente!"
Aragorn, para Éomer[1]

Aragorn II, filho de Arathorn II e Gilraen, também conhecido como Elessar e Passolargo, foi Chefe dos Dúnedain do Norte, e posteriormente Rei Elessar Telcontar. Um notório guerreiro e guardião, também foi o primeiro Rei de Arnor e Gondor desde o curto reinado de Isildur. Aragorn exerceu importante papel de liderança na Guerra do Anel.

História[]

Primeiros Anos[]

Aragorn nasceu em 2931 T.E. como filho do Chefe Arathorn e recebeu o nome Aragorn. Sua avó, Ivorwen, observou com previsão que um dia Aragorn usaria em seu peito uma pedra verde.

Uma lenda conta que o Mago Gandalf trouxe uma pedra assim, chamada Elessar, de Valinor. Ele deu a Elessar à dama élfica Galadriel, e profetizou que ela a passaria para outro, que também seria chamado Elessar. Disso surgiu o nome real de Aragorn, Elessar (quenya para "Pedra Élfica").

Quando Aragorn tinha dois anos, seu pai foi morto quando uma flecha órquica perfurou seu olho. Seguindo a tradição de seu povo, Aragorn foi criado em Valfenda por Elrond, como se fosse seu próprio filho. Os Sábios decidiram manter sua identidade em segredo, pois ele estaria vulnerável ao Inimigo. Aragorn passou a ser chamado de Estel (sindarin para "Esperança"). Durante sua vida em Valfenda, ele acompanhou os filhos de Elrond, Elrohir e Elladan, em suas jornadas.

Estel cresceu belo e nobre, aparentemente mais maduro do que sua idade. Quando Aragorn tinha vinte e um anos, depois de retornar de uma jornada com os gêmeos em 2952 T.E., Elrond decidiu revelar seu verdadeiro nome e ascendência. Como parte dessa revelação, Elrond entregou a ele a herança de sua Casa: os fragmentos de Narsil e o Anel de Barahir. Elrond também disse que ele deveria conquistar o Cetro de Annúminas. No dia seguinte, cheio de esperança, Aragorn estava sentado na floresta cantando uma parte da Balada de Lúthien; enquanto cantava sobre o encontro de Beren e Lúthien, Arwen, filha de Elrond, que havia retornado recentemente de Lórien, apareceu para ele. Aragorn pensou que Lúthien em pessoa havia aparecido e se apaixonou.

Guardião do Norte[]

Estel assumiu seu nome adequado como Aragorn, o décimo sexto dos líderes dos dúnedain, e depois de se despedir de sua mãe e Elrond, ele partiu para O Ermo. Em 2953 T.E., ele não estava presente em Valfenda na última reunião do Conselho Branco. Aragorn conheceu Gandalf, o Cinzento em 2956 T.E., e eles se tornaram grandes amigos. Sob o conselho de Gandalf, ele começou a se interessar pelo Condado e ficou conhecido como Passolargo nesta região.

De 2957 T.E. a 2980 T.E., Aragorn fez grandes jornadas em prol do Oeste contra Sauron e seus aliados. Após servir ao Rei Thengel de Rohan, ele foi até o regente Ecthelion II de Gondor, que estava em grande necessidade de homens capazes para proteger seu reino de Mordor. Aragorn manteve sua identidade em segredo, mas como usava uma estrela de prata em seu manto e era ágil e perspicaz, os gondorianos o chamaram de Thorongil (sindarin para "Águia da Estrela").

Ele foi um grande líder por terra e mar, e Ecthelion confiava e amava-o profundamente. Alguns acreditavam que havia rivalidade entre ele e o filho do Regente, Denethor, que provavelmente tinha ciência de que Aragorn era herdeiro de Isildur, e suspeitava que ele e Gandalf estavam trabalhando para suplantá-lo. Thorongil, no entanto, se via apenas como um servo do Regente, a quem aconselhava a não confiar em Saruman e, em vez disso, dar as boas-vindas a Gandalf (em quem Denethor não confiava).

Ecthelion estava antecipando um ataque de Sauron, que havia acabado de retornar, e Thorongil o avisou que, nesse caso, os Feudos do Sul ficariam vulneráveis aos corsários de Umbar. Ele foi autorizado por Ecthelion a levar algumas embarcações e liderar um ataque a Umbar; à noite, ele queimou muitos navios e, em uma luta, matou o Capitão do Porto com poucas baixas.

Grande honra o aguardava em Minas Tirith, mas ele não retornou; enquanto estava em Pelargir, enviou uma mensagem de despedida a Ecthelion, falando de outras tarefas que o chamavam e dizendo que o destino não o traria de volta a Gondor em breve. Para o pesar e admiração de seus companheiros, ele cruzou o Anduin e foi visto pela última vez olhando para as Montanhas da Sombra. Ele deixou Gondor para viajar para o Extremo Oriente e Sul, "explorando os corações dos homens bons e maus" e aprendendo sobre as "tramas e artimanhas" dos servos do Senhor das Trevas. Seus feitos asseguraram a sobrevivência do Oeste muito tempo depois durante a Guerra do Anel.

Mais tarde, em 2980, ao retornar a Valfenda, ele entrou em Lórien, onde mais uma vez encontrou Arwen em Caras Galadhon. Por uma estação, eles vaguearam juntos por Lórien. No solstício de verão, ele deu a ela o herdeiro de sua Casa, o Anel de Barahir, e Arwen prometeu sua mão em casamento.

Elrond deu a seu filho adotivo permissão para se casar com sua filha, com a condição de que ele primeiro se tornasse rei tanto de Gondor quanto de Arnor, pois somente um rei seria digno da mão de Arwen. Essa condição rigorosa tinha um precedente: o pedido do Rei Thingol para que Beren obtivesse uma Silmaril de Morgoth antes de se casar com sua filha Lúthien.

Busca por Gollum[]

No ano 3001 T.E. um agora revelado Sauron continuava a recuperar poder em Mordor, Aragorn começou a ajudar Gandalf em sua busca por notícias de Gollum. Gandalf suspeitava que o anel encontrado por Bilbo Bolseiro perto do lago de Gollum era, na verdade, o Um Anel. Em 3007 T.E., ele retornou brevemente a Eriador, onde visitou sua mãe pela última vez. Ela faleceu antes da primavera daquele ano.

Em 3009 T.E., Gandalf e Aragorn retomaram sua busca por Gollum, procurando intermitentemente nos vales do Anduin, na Floresta das Trevas e em Rhovanion, até mesmo nos confins de Mordor, sem saber que por volta desse tempo Gollum se aventurou em Mordor e foi capturado por Sauron. Após oito anos, Gollum foi libertado e Aragorn finalmente o alcançou nos Pântanos Mortos, em 1 de fevereiro.

Com Gollum, ele viajou através do norte dos Emyn Muil, para evitar ser encontrado pelos espiões de Sauron, e cruzou o Anduin em Sarn Gebir. Ele continuou mais ao norte, ao longo das bordas da Floresta de Fangorn e por Lothlórien, de onde os elfos enviaram uma mensagem a Gandalf. Ele viajou ao lado do Anduin. Com a ajuda dos Beornings, cruzou o Anduin com Gollum e entrou na Floresta das Trevas, aonde levou Gollum a Thranduil para ser mantido em cativeiro. Em seguida, retornou ao oeste, onde se encontrou com Gandalf e soube do plano de Frodo Bolseiro de deixar o Condado com o Anel no final de setembro.

Guerra do Anel[]

Escoltando os Hobbits[]

Quando Aragorn retornou à sua área, os elfos que seguiam Gildor Inglorion informaram a Aragorn que os Cavaleiros Negros haviam sido vistos, e Gandalf estava desaparecido e não havia mensagens dele. Aragorn e os Guardiões dos Norte vigiavam a fronteira do Condado e da Estrada do Leste, aguardando notícias de Frodo, mas não havia notícias deles saindo de Bri.

Enquanto estava em Bri, Aragorn cruzou o caminho de quatro hobbits no Pônei Saltitante. Aragorn observou os hobbits escondendo desajeitadamente seus nomes e intenções, e viu Frodo Bolseiro, o líder do grupo, cair de uma mesa e desaparecer ao colocar o anel. Aragorn parecia não mostrar surpresa, apenas irritação com o desaparecimento tolo de Frodo. Ele organizou uma conversa naquela noite, onde os avisou sobre os Cavaleiros Negros e Bill Ferny, e depois pediu de forma direta que permitissem que os guiasse. Após alguma consideração, e uma mensagem de Gandalf dada a eles pelo esquecido Cevado Carrapicho o apoiando, Frodo concordou.

O plano de Aragorn para chegar a Valfenda era primeiro ir em direção a Archet e virar à direita em direção a Amon Sûl. Após a emboscada em Amon Sûl o ferimento de Frodo, Merry assumiu a posição de líder dos Hobbits e após um tempo os Hobbits foram encontrados por Glorfindel, amigo de Aragorn, e logo puderam chegar a Valfenda.

A Sociedade do Anel[]

Após o Conselho de Elrond, Aragorn se tornou membro da Sociedade do Anel. Como preparação para sua viagem, as antigas lâminas de Narsil, o herdeiro de sua Casa, foram reforjadas após 3 milênios. Aragorn a renomeou Andúril. Suas intenções eram viajar com a companhia por um tempo antes de retornar a Gondor com Boromir. Aragorn incentivou a passagem pela Passagem de Caradhras, o que resultou em desastre. Ele concordou com a escolha de Gandalf de passar por Moria, mas advertiu Gandalf para ser cauteloso se entrasse em Moria, pois tinha más lembranças do lugar.

Depois que Gandalf caiu no abismo com um balrog, Aragorn assumiu a postura de líder do grupo, apesar de alguma ressentimento por parte de Boromir.

Em Lothlórien[]

Aragorn mais uma vez impressionou o resto da Sociedade com sua aparente proximidade com o povo de Lothlórien e sua amizade com Celeborn e Galadriel. Em sua partida, Galadriel lhe ofereceu a Pedra Élfica como um presente de casamento da família da noiva, prevendo seu casamento com Arwen. Ele a usou sempre depois disso e foi a partir disso que mais tarde ele adotou o nome de Elessar.

Queda de Boromir[]

"Não temas! disse ele. "Há muito desejo contemplar as imagens de Isildur e Anarion, meus antepassados antigos. Sob a sombra deles, Elessar, a Pedra Élfica filho de Arathorn da Casa de Valandil, filho de Isildur, herdeiro de Elendil, nada tem a temer!"
A Sociedade do Anel, "O Grande Rio"

Após passarem pelos Argonath, a Irmandade acampou em Parth Galen. Frodo percebeu que Boromir havia enlouquecido pela influência do Um Anel, tentando pegá-lo. Frodo colocou o Anel, tornando-se invisível, e fugiu de Boromir. Frodo subiu ao assento elevado em Amon Hen; de lá, ele podia ver o olho de Sauron procurando por ele. O hobbit sentiu o olho, mas o Senhor das Trevas foi distraído por Gandalf o Branco.

Nesse mesmo momento, os outros foram atacados pelos Uruk-hai de Saruman e uma batalha se desenrolou. Durante a batalha subsequente, Boromir foi morto ao defender Merry e Pippin, expressando seu remorso em particular para Aragorn por tentar pegar o Anel. Após descobrir que Frodo havia partido, Aragorn e os outros decidiram que deixariam Frodo e Sam para resgatar Merry e Pippin. Legolas, Gimli e Aragorn colocaram o corpo de Boromir e seu equipamento de guerra em um dos barcos élficos como um barco funerário e tributo a Boromir por sua bravura e coragem. Seu corpo seria enviado sobre as Quedas de Rauros.[2]

Enquanto Frodo continuava sua jornada com Samwise Gamgi, Aragorn, Legolas e Gimli foram para Rohan libertar Merry e Pippin, que haviam sido capturados pelos Uruk-hai a serviço de Saruman.

Os Três Caçadores[]

Ver artigo principal: Três Caçadores

Ele conheceu Éomer nos campos de Rohan, e uma amizade instantânea se formou, ambos sentindo a honestidade e a nobreza um do outro. Éomer arriscou por sua causa, dando-lhe cavalos, com a promessa de que em breve Aragorn retornaria a Edoras. Aragorn, seguindo os Hobbits, entrou na Floresta de Fangorn, onde encontrou o ressuscitado Gandalf o Branco. Após a melhora de Théoden, ele cavalgou até o Abismo de Helm para lutar na Batalha do Forte da Trombeta. Lá, ele, ao lado de seu recém-encontrado "irmão" Éomer e do Rei Théoden, liderou a defesa contra o exército de Saruman. Sua majestade revelada nas muralhas de Forte da Trombeta enquanto aguardava o amanhecer fez com que alguns dos homens selvagens parassem e estremecessem, e ele anunciou o retorno de Gandalf com Erkenbrand.

Após a aterrorizante experiência de Pippin com a Pedra de Orthanc, Gandalf a apresentou formalmente a Aragorn, seu legítimo mestre, que insinuou que a usaria eventualmente. Após a partida de Gandalf e Pippin para Minas Tirith, ele cavalgou por um tempo com Théoden, encontrando-se com seu amigo Halbarad do Norte, Elladan e Elrohir, e um grupo de Rangers leais e destemidos. Elladan e Elrohir lhe entregaram uma mensagem de Elrond: "Os dias são curtos. Se estás com pressa, lembra-te dos Caminhos dos Mortos".

Retorno do Rei[]

Para defender a cidade, Aragorn viajou pelas Sendas dos Mortos, e convocou os Exército dos Mortos do Templo da Colina que deviam fidelidade ao herdeiro de Isildur. Profetizara-se por Isildur e Malbeth, o Vidente que os Mortos seriam convocados novamente para pagar sua dívida por terem traído Gondor uma era antes. Com sua ajuda, os corsários de Umbar foram derrotados na Batalha de Pelargir.[3]

Aragorn, com um pequeno grupo de guardiões e um grande contingente de homens e soldados das regiões do sul, navegou pelo Anduin até Minas Tirith. Quando chegaram à Batalha dos Campos de Pelennor, Aragorn desfraldou um estandarte feito por Arwen, mostrando tanto a Árvore Branca de Gondor quanto a coroa adornada de joias e as sete estrelas da Casa de Elendil. Com a ajuda das forças do sul, os exércitos de Gondor e Rohan se uniram e derrotaram o exército de Sauron.[4]

O regente Denethor II declarou que não se curvaria a um descendente de Isildur (anos antes, ele havia visto "Thorongil" como um rival para o favor de seu pai e logo descobriu sua verdadeira identidade) e se queimou até a morte durante a batalha, desesperançado da vitória final. Aragorn curou Faramir, último herdeiro de Denethor, Éowyn e Merry, que juntos mataram o Rei-Bruxo, bem como muitos outros. Isso lhe rendeu o reconhecimento imediato de Faramir como o legítimo herdeiro do trono; sua humildade e auto-sacrifício conquistaram os corações dos habitantes da cidade capital de Gondor. As habilidades curativas de Aragorn, além disso, foram um sinal para o povo de Gondor da identidade de seu verdadeiro rei; como Ioreth havia dito, "As mãos do Rei são as mãos de um curandeiro, e assim será conhecido o rei legítimo." O povo o aclamou como Rei naquela mesma noite.[5]

Apesar de seu sucesso imediato e popularidade, no entanto, e apesar de sua reivindicação ao trono ao hastear a bandeira real, Aragorn decidiu deixar de lado sua reivindicação por enquanto. Ele sabia que se promovesse agressivamente sua reivindicação, outros pretendentes ou debates sobre sua legitimidade não estariam fora de questão, e isso poderia ser uma distração fatal para Gondor em um momento em que o Oeste precisava estar unido contra Sauron. Portanto, para evitar conflitos, depois de ter curado pessoas nas noites seguintes de 15 de março a 16 de março, ele deixou Minas Tirith e recusou simbolicamente entrar novamente até ser coroado Rei em 1 de maio.

Capitão do Oeste[]

Então, Aragorn liderou o Exército do Oeste até Mordor, seguindo o conselho de Gandalf e Elrond, para desviar a atenção de Sauron de Frodo e Sam. Marcharam pelo rio Anduin e chegaram a Minas Morgul, incendiando os campos lá. Deixando uma guarda no Cruzamento, começaram a marchar para o norte através de Ithilien, e Aragorn venceu um confronto contra alguns orques e orientais que tentaram emboscá-los. Então, chegaram ao deserto antes de Mordor, e Aragorn permitiu que os que estavam com medo partissem para retomar Cair Andros. O Exército do Oeste então chegou à Portão Negro, e Aragorn, junto com Gandalf, Éomer, Imrahil, Pippin, Legolas e Gimli, cavalgou até ele e chamou Sauron para sair. Em seguida, ele assistiu enquanto a Boca de Sauron revelava que Sauron sabia sobre Frodo e Sam, e viu a rejeição de Gandalf às condições de Sauron. O Exército do Oeste foi então cercado pelas forças de Sauron, um vasto exército de orques e homens. Aragorn então organizou o Exército do Oeste defensivamente em duas Colinas de Escória e a Batalha do Portão Negro começou.

Após a destruição do Anel e a derrota de Sauron, Aragorn supervisionou a eliminação dos últimos orques em Mordor, a libertação dos escravos de Núrn e a cura do exército.

Reinado como Elessar[]

Após a derrota de Sauron, Aragorn foi coroado como Rei Elessar, um nome dado a ele por Galadriel e adotado pelo povo de Gondor por causa da Pedra Élfica que ele usava. Ele se tornou o vigésimo sexto Rei de Arnor, trigésimo quinto Rei de Gondor, e o primeiro Alto Rei do Reino Reunido, embora levasse alguns anos para que sua autoridade fosse firmemente restabelecida em Arnor. Sua linhagem foi referida como a Casa de Telcontar (Telcontar sendo quenya para "Andarilho"). Aragorn casou-se com Arwen logo depois, e governou o Reino de Gondor e Arnor até 120 Q.E. da Quarta Era. Seu reinado foi marcado por grande harmonia e prosperidade dentro de Gondor e Arnor, e por uma grande renovação de cooperação e comunicação entre homens, elfos, e anãos, promovida por sua vigorosa campanha de reconstrução após a guerra. Aragorn liderou as forças do Reino Reunido em campanhas militares contra alguns Orientais e Haradrim, restabelecendo o domínio sobre todo o território que Gondor havia perdido em séculos anteriores.

Durante sua coroação, Aragorn pronunciou o Juramento de Elendil: "Et Eärello Endorenna utúlien. Sinome maruvan ar Hildinyar tenn' Ambar-metta!" ("Do Grande Mar à Terra-média vim. Neste lugar, permanecerei, e meus herdeiros, até o fim do mundo.")[6]

No ano 120 da Quarta Era, o Rei Elessar percebeu que seus dias estavam chegando ao fim e foi para a Casa dos Reis na Rua Silenciosa. Ele se despediu de seu filho Eldarion e suas filhas, entregou a Eldarion sua coroa e seu cetro. Arwen permaneceu ao lado de Aragorn até sua morte. Um ano após a morte de Aragorn, Arwen morreu em Lothlórien de coração partido. Eldarion começou seu reinado como o segundo Rei do Reino Reunido após a morte de seu pai.

Etimologia[]

Aragorn é um nome Sindarin. Significa "rei reverenciado". Ele contém a redução fonética ara de aran ("rei") e o adjetivo (n)gorn ("temido, reverenciado").

Essa etimologia clara de Tolkien não foi revelada até a publicação, em 2007, de "Palavras, Frases e Trechos em O Senhor dos Anéis", um manuscrito do final dos anos 1950. Antes disso, várias teorias eram propostas sem resolução da resposta.

A forma em Quenya de Aragorn era Arakorno.

Personalidade[]

Aragorn tinha sua herança em alta estima e estava disposto a seguir um único caminho na vida em nome do amor. Ele possuía uma vontade quase indomável, como quando desafiou psiquicamente Sauron pelo controle do Palantir de Orthanc e saiu vitorioso. No entanto, essa vontade não o impedia de cumprir sua própria palavra e as palavras de seus antepassados. No entanto, ele não estava imune a dúvidas sobre si mesmo, como duvidou de suas decisões ao liderar a Irmandade após a morte de Gandalf em Moria e se culpou pelas dificuldades que enfrentaram.

Relacionamentos[]

Arwen[]

Aragorn e .

Aragorn e Arwen.

Aragorn e Arwen eram primos muito distantes. Com o casamento deles, as linhas há muito separadas dos Semi-Elfos foram unidas.

A união deles também serviu para unir e preservar as linhagens dos reis dos três clãs dos Altos Elfos (Ingwë, Finwë e os irmãos Elwë, Olwë e Elmo), bem como a única linhagem com sangue de Maiar através da tataravó de Arwen, Melian. Houve pelo menos dois casamentos entre os descendentes de Elendil na ancestralidade de Aragorn, então Aragorn era parente de Arwen pelo sangue em pelo menos três linhas.

Através de seu pai, Arathorn II, Aragorn era primo de Arwen em 62 graus de remoção através de seu ancestral Arvedui e em 67 graus de remoção através de sua ancestral Fíriel. Ambas essas linhas descendem por quatro gerações dos Reis de Númenor, Silmariën, dezoito gerações dos Senhores de Andúnië e Elendil, assim como Aranarth e quinze gerações sucessivas dos Chefes dos Dúnedain, incluindo o próprio Aragorn.

A mãe de Aragorn, Gilraen, também descendia de Aranarth, mas o número de gerações entre eles é desconhecido.

Outros nomes[]

  • Elessar - Nome de Aragorn como rei (Quenya)
  • Edhelharn - Tradução em Sindarin de Elessar
  • Elfstone - Tradução em Westron de Elessar
  • Estel - Apelido de Aragorn durante sua infância em Valfenda, significando "Esperança"[7]
  • Pernas Longas - Usado por Samwise Gamgee e alguns dos Homens de Bree
  • Passolargo - Usado pelos Homens de Bree
  • Telcontar - Tradução em Quenya de Strider e o nome de sua Casa
  • Thorongil - Alias de Aragorn durante suas viagens a Rohan e Gondor. Significa "Águia da Estrela"
  • Pés Alados - Concedido por Éomer[8]

Títulos[]

  • O Dúnadan
  • Chefe dos Dúnedain ou Senhor dos Dúnedain de Arnor
  • Herdeiro de Isildur
  • Herdeiro de Elendil
  • Rei de todos os Dúnedain
  • Rei do Oeste
  • Envinyatar - "o Renovador"[4]
  • Rei de Gondor
  • Rei de Arnor
  • Supremo Rei de Gondor e Arnor
  • Senhor da Casa de Telcontar
  • Senhor da Árvore Branca

Genealogia[]

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Em outras versões do Legendário[]

Nas primeiras versões não publicadas de O Senhor dos Anéis (veja A História de O Senhor dos Anéis), o personagem que mais tarde se tornou Aragorn era chamado Trotter em vez de Strider e era um Hobbit em vez de um Homem. Ele tinha pés de madeira porque uma vez viajara até Mordor e fora torturado lá.

Desenvolvimento[]

Aragorn por John Howe.

Aragorn por John Howe.

O desenvolvimento da conexão de Aragorn com Gondor foi longo e complexo, assim como sua associação com Boromir. Inicialmente, diz-se que os antepassados de Aragorn eram os exilados de Númenor que governaram sobre o povo de Ond (o nome antigo de Gondor), mas foram expulsos pelo Rei Feiticeiro "quando Sauron incitou uma rebelião". A história dos dois ramos dos descendentes de Elendil governando sobre dois reinos de Homens ao longo de muitas gerações só emergiu gradualmente; em um momento, Tolkien parece até mesmo ter concebido apenas três gerações entre Isildur e Aragorn.

Um aspecto significativo que não foi estabelecido até as fases finais foi o relacionamento de Aragorn com Arwen. Quando Tolkien introduziu pela primeira vez Éowyn, o interesse que ela mostrava por Aragorn não era unilateral, com sugestões em anotações de que eles se casariam no final da história. Outra proposta surgiu logo depois, em que Éowyn morreria para salvar ou vingar Théoden, e Aragorn nunca se casaria após a morte dela.

A primeira menção à filha de Elrond, chamada Arwen Undómiel, foi em referência à bandeira que ela fez para Aragorn, mas Tolkien não deu nenhuma indicação se ela teria algum papel adicional na história. As referências ao casamento dela com Aragorn foram feitas mais tarde, mas foram explicitamente mencionadas apenas perto da conclusão do livro. Foi somente quando ele trabalhou nos apêndices de O Senhor dos Anéis que Tolkien registrou a completa História de Aragorn e Arwen.

Uma ideia passageira foi que Galadriel entregaria seu Anel a Aragorn, e ele, consequentemente, seria intitulado o "Senhor do Anel".

Em outras adaptações[]

Teatro[]

Aragorn foi interpretado por Evan Buliung na produção de três horas de O Senhor dos Anéis, que estreou em 2006 em Toronto, Canadá.

Nos Estados Unidos, Aragorn foi interpretado por Josh Beshears na produção de O Retorno do Rei (2003) em Cincinnati, Ohio pela Clear Stage Cincinnati. No Lifeline Theatre de Chicago, Aragorn foi interpretado por Robert McLean na produção de As Duas Torres em 1999.

Filmes[]

 como Aragorn em .

Viggo Mortensen como Aragorn em As Duas Torres.

  • Na trilogia de filmes O Senhor dos Anéis (2001–03) dirigida por Peter Jackson, Aragorn é interpretado pelo ator dinamarquês-americano Viggo Mortensen, que assumiu o papel de Stuart Townsend após um mês de ensaios. Nestes filmes, Aragorn precisa superar sua auto-dúvida para reivindicar o reinado. Esse elemento específico de auto-dúvida não está presente nos livros de Tolkien, onde Aragorn pretende reivindicar o trono desde o início. Daniel Day-Lewis recebeu a oferta para o papel, mas recusou.
    • Em O Senhor dos Anéis: As Duas Torres, Aragorn assume um papel maior como o protagonista principal. O filme o mostra aceitando seu título de rei ao inspirar, auxiliar e comandar seus súditos, ao lado de Legolas e Gimli. Aragorn ajuda Théoden e Rohan na campanha contra Saruman e Isengard. Ele arrisca sua vida para inspirar e salvar o mundo que havia rejeitado; comandando Homens e Elfos na Batalha do Abismo de Helm para enfrentar o exército de Uruk-hai de Saruman. No final do filme, Aragorn incentiva o Rei Théoden a cavalgar e enfrentar o inimigo de frente. Com a intervenção de Gandalf, os Uruk-hai são subjugados e mortos. Ele é visto pela última vez observando Isengard.
    • No filme, a sobrinha de Théoden, Éowyn, desenvolve sentimentos românticos por ele, mas ele a trata com leveza, pois ama Arwen. Após a batalha, Éowyn fica radiante ao ver que Aragorn sobreviveu e o abraça.
    • Para garantir a passagem segura de Frodo para cumprir sua missão, Aragorn lidera o Exército do Oeste para fora de Minas Tirith para fazer uma manobra diversionária junto ao Portão Negro de Mordor na Batalha do Morannon. Gandalf havia assumido o comando supremo do esforço de guerra após os Campos de Pelennor, e atuou como porta-voz principal na conversa com a Boca de Sauron; mas Aragorn comandou as tropas Aliadas durante a batalha e seus desdobramentos.
  • O Senhor dos Anéis (1978)
    • Aragorn de Ralph Bakshi.

      Aragorn de Ralph Bakshi.

      Aragorn foi dublado por John Hurt na versão cinematográfica animada de Ralph Bakshi de 1978 de O Senhor dos Anéis. O Aragorn de Bakshi, ao contrário de todas as outras representações que seguiram até hoje, não tem barba. Isso na verdade está de acordo com uma afirmação que aparece em Contos Inacabados que implicitamente diz que Aragorn não deveria ter uma, devido à sua ascendência Élfica (Elfos não tinham barbas). Em uma nota escrita em 1972 ou depois, entre os últimos escritos de meu pai sobre o assunto da Terra-média, há uma discussão sobre a linhagem Élfica nos Homens, quanto a sua observação na falta de barba daqueles que eram descendentes (era uma característica de todos os Elfos não terem barbas). No entanto, Tolkien escreveu em outro lugar que os Elfos tinham barbas; no próprio O Senhor dos Anéis, Círdan é descrito como tendo uma barba. Além disso, alguns espectadores e críticos disseram que esta versão de Aragorn se assemelha a indígenas das Américas, embora não necessariamente em detrimento do filme.
  • O Retorno do Rei (1980)
    • Aragorn da Rankin/Bass.

      Aragorn da Rankin/Bass.

      Aragorn foi dublado por Theodore Bikel na versão animada de 1980 da Rankin/Bass de O Retorno do Rei, feita para televisão. Ele aparece pela primeira vez na Batalha dos Campos de Pelennor, liderando os reforços vindos do sul de Gondor.

Referências[]

  1. J.R.R. Tolkien. As Duas Torres, "Os Cavaleiros de Rohan".
  2. J.R.R. Tolkien, O Senhor dos Anéis, A Sociedade do Anel, "O Rompimento da Sociedade"
  3. J.R.R. Tolkien, O Senhor dos Anéis, O Retorno do Rei, "A Passagem da Companhia Cinzenta"
  4. 4,0 4,1 J.R.R. Tolkien, O Senhor dos Anéis, O Retorno do Rei, "A Batalha dos Campos de Pelennor"
  5. J.R.R. Tolkien, O Senhor dos Anéis, O Retorno do Rei, "As Casas de Cura"
  6. J.R.R. Tolkien, O Senhor dos Anéis, O Retorno do Rei, "O Regente e o Rei"
  7. Parma Eldalamberon, Palavras, Frases e Passagens em Várias Línguas em O Senhor dos Anéis. J.R.R. Tolkien.
  8. J.R.R. Tolkien. O Senhor dos Anéis, As Duas Torres, Livro Três, Capítulo II: "Os Cavaleiros de Rohan"
2931 T.E.
Aragorn II
120 Q.E.
Precededido por:
Arathorn II
39º Herdeiro de Isildur
2933 - 1 de março, 120 Q.E.
Succedido por:
Eldarion
Precededido por:
Arathorn II
16º Líder dos Dúnedain
2933 T.E.1 de maio, 3019 T.E.
Succedido por:
Nenhum; título abolido