![]() | |
| Corsários de Umbar | |
| ― | |
| origem | fundado por filhos e apoiadores de Castamir |
| locais | Umbar |
| rivalidade(s) | gondorianos |
| língua | westron |
| membros | Angamaitë, Sangahyando |
| galeria | imagens de corsários |
| ― | |
- "Os Corsários de Umbar! — gritavam os homens. — Os Corsários de Umbar! Olhem! Os Corsários de Umbar estão chegando. Então Belfalas foi tomada, e também Ethir e Lebennin. Os Corsários estão nos atacando! É o último golpe do destino!"
- — O Retorno do Rei, "A Batalha dos Campos de Pelennor"
Os corsários de Umbar eram piratas que habitavam o Refúgio de Umbar.
História[]
- "Umbar permaneceu em guerra contra Gondor durante muitas vidas de homens, sendo uma ameaça para a sua região litorânea e para todo o tráfego marítimo."
- — O Senhor dos Anéis, Apêndice A, "Gondor e os Herdeiros de Anárion"
Durante a Contenda das Famílias, os rebeldes derrotados de Castamir fugiram de Gondor para Umbar — nessa época, Umbar tornou-se o inimigo odiado de Gondor e um refúgio acolhedor para seus inimigos. Desde então, eles reivindicaram Gondor do Sul.[1]
Eles aliaram-se aos haradrim contra Gondor; e em 1540 T.E. o rei Aldamir foi morto durante essa guerra.[2]
Angamaite e Sangahyando, descendentes de Castamir, lideraram os corsários para devastar Pelargir, matando o rei Minardil (1634 T.E.). Nos anos seguintes, Gondor sofreu com a Grande Peste e os corsários saquearam as costas gondorianas até Anfalas, até que Umbardacil vingou a morte de Minardil, matou os últimos descendentes de Castamir, expulsou os corsários e retomou Umbar (1810 T.E.).[1][2]
Eventualmente, Umbar foi tomada pelos haradrim.[1]
Durante o reinado do Regente Cirion (2489-2567 T.E.),[3] os corsários de Umbar atacaram as costas de Gondor.[1]
Em 2746 T.E. os corsários envolveram-se em um conflito com o décimo quinto príncipe de Dol Amroth e o mataram.[4]
Os corsários levaram muito tempo para preparar uma grande frota. Em 2758 T.E. três frotas partiram de Umbar e de Harad e desembarcaram em muitos lugares ao longo das costas de Gondor e até na foz do rio Isen[5] e na foz do rio Lefnui.[6] As tropas de Umbar e Harad apoiaram os terrapardenses, que eram liderados por Wulf, em uma invasão a Rohan pelo oeste, através do rio Isen e descendo de Isengard.[6] Antes da primavera de 2759 T.E., Beregond derrotou os corsários de Umbar e os homens de Harad que haviam invadido Gondor e, em seguida, enviou tropas a Rohan para ajudar os rohirrim a derrotar os invasores.[5] Como resultado, os terrapardenses foram expulsos de Rohan e de Isengard.[7]
Na época de Ecthelion II, um homem a seu serviço conhecido como Thorongil o advertiu de que os corsários representavam um grande perigo para os Feudos do Sul. Com uma pequena frota, Thorongil fez um ataque surpresa, incendiando grande parte de seus navios e derrubando o Capitão do Porto.[8]
- "Há uma grande esquadra se aproximando da foz do Anduin, liderada pelos corsários de Umbar no sul. Já faz tempo que deixaram de temer o poder de Gondor, e se aliaram ao Inimigo, e agora desferem um pesado golpe a favor dele."
- — O Retorno do Rei, "Minas Tirith"
Durante a Batalha dos Campos do Pelennor, uma frota de corsários estava saqueando Lebennin quando Aragorn capturou seus navios[9] e os levou a Minas Tirith para aliviar o cerco da cidade.[10]
É possível que a ameaça representada pelos corsários de Umbar às terras costeiras de Gondor e ao tráfego marítimo tenha sido completamente subjugada durante o reinado do rei Elessar[11] em uma guerra entre as forças de Gondor lideradas pelo rei Elessar, apoiadas pela cavalaria de Rohan liderada pelo rei Éomer, nos campos distantes do Sul.[12]
Cultura[]
A frota dos corsários incluía dromos e navios com cascos profundos e muitos remos, com velas negras.[10] Outros eram reconhecíveis por suas velas vermelhas, adornadas com uma estrela ou olho negro.[13]
No decorrer da Terceira Era, o westron havia se tornado a língua nativa de quase todos os homens que viviam dentro das fronteiras do antigo reino de Gondor, incluindo toda a região costeira desde Umbar para o norte e o interior até as Ephel Dúath. Na época da Guerra do Anel, o westron ainda era a língua nativa nessa área.[14][15]
Inspiração[]
J. R. R. Tolkien descreveu em suas notas para a tradução de nomes de O Senhor dos Anéis para outras línguas que imaginava os Corsários "de maneira semelhante aos corsários mediterrâneos": ladrões do mar com bases fortificadas.
John Bowers argumenta que os corsários foram possívelmente inspirados pelos piratas da Barbária.[16]
Myriam Librán-Moreno parece ver paralelos entre os corsários de Umbar e a conquista de Creta pelos árabes em 824 d.C., que estabeleceram um emirado ali, com Creta tornando-se um centro de piratas árabes no Mediterrâneo, o que causou dificuldades para o Império Bizantino.[17]
Em adaptações[]
- 2006: The Lord of the Rings: The Battle for Middle-earth II
- Corsários pertencem a facção de Mordor, e são equipados com facas e bombas de fogo.
- 2014: The Lord of the Rings Online
- Os Corsários eram liderados por quatro irmãos que falsamente se proclamavam Herdeiros de Castamir. Estes eram Azruthor, Dolgimil, Azgarzôr, o mais velho Balakhôr. O jogador é levado a negociar com Jajax, que acaba se opondo aos quatro irmãos ao lado do jogador.
Galeria[]
Notas e referências[]
- ↑ 1,0 1,1 1,2 1,3 J.R.R. Tolkien, O Senhor dos Anéis, Apêndice A, "Os Reis Númenoreanos", "Gondor e os Herdeiros de Anárion"
- ↑ 2,0 2,1 J.R.R. Tolkien, O Senhor dos Anéis, Apêndice B, "A Terceira Era"
- ↑ J.R.R. Tolkien, O Senhor dos Anéis, Apêndice A, "Os Reis Númenoreanos", "Os Reinos no Exílio", "A Linha do Sul: Herdeiros de Anárion"
- ↑ J.R.R. Tolkien, Christopher Tolkien (ed.), Os Povos da Terra-média, "VII. Os Herdeiros de Elendil"
- ↑ 5,0 5,1 J.R.R. Tolkien, O Senhor dos Anéis, Apêndice A, "Os Reis Númenoreanos", "Gondor e os Herdeiros de Anárion", "Os Intendentes", Os Regentes, entradas sobre o Regente Beren e o Regente Beregond
- ↑ 6,0 6,1 J.R.R. Tolkien, O Senhor dos Anéis, Apêndice A, "A Casa de Eorl", entradas sobre o Rei Helm, p. 1066
- ↑ J.R.R. Tolkien, O Senhor dos Anéis, Apêndice A, "A Casa de Eorl", entradas sobre o Rei Fréaláf
- ↑ J.R.R. Tolkien, O Senhor dos Anéis, Apêndice A, "Os Reis Númenoreanos", "Gondor e os Herdeiros de Anárion", "Os Intendentes", Os Regentes, entradas sobre o Regente Ecthelion II
- ↑ J.R.R. Tolkien, O Senhor dos Anéis, O Retorno do Rei, "O Último Debate"
- ↑ 10,0 10,1 J.R.R. Tolkien, O Senhor dos Anéis, O Retorno do Rei, "A Batalha dos Campos de Pelennor"
- ↑ J.R.R. Tolkien, O Senhor dos Anéis, Apêndice A, "Os Reis Númenoreanos", "Gondor e os Herdeiros de Anárion", entradas sobre o reinado do rei Eldacar
- ↑ J.R.R. Tolkien, O Senhor dos Anéis, Apêndice A, "A Casa de Eorl", "Os Reis da Terra dos Cavaleiros", Terceira Linhagem, último parágrafo
- ↑ Tolkien’s annotated map of Middle-earth transcribed, 10 de novembro de 2015
- ↑ J.R.R. Tolkien, O Senhor dos Anéis, Apêndice F, "As Línguas e Povos da Terceira Era"
- ↑ J.R.R. Tolkien, Christopher Tolkien (ed.), Os Povos da Terra-média, "X. Dos Anões e dos Homens", "Os Atani e suas Línguas", penúltimo parágrafo e o parágrafo anterior a ele
- ↑ John M. Bowers, Tolkien's Lost Chaucer (2019), p. 170 (em inglês)
- ↑ Myriam Librán-Moreno, Byzantium, New Rome! in Jason Fisher (editor), Tolkien and the Study of his Sources, McFarland & Company, Inc., 2011, p. 105 (em inglês)


