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Simona Brunilde Jero - Namo
Mandos
nomes Námo (q.)
Bannos (s.)
Badhron (s.)
posição Senhor dos Mortos
localização Salões de Mandos
povo valar
línguas valarin, quenya
irmãos Irmo; Nienna
cônjuge Vairë
gênero masculino
raça vala
galeria imagens de Mandos

Mandos foi o Arauto do Destino dos Valar, aquele que pronunciava julgamentos em assuntos de destino e condenação. Ele era o guardião dos mortos em seus Salões, situados no oeste de Valinor.

Seu nome verdadeiro, menos comum, era Námo. Era considerado o “irmão mais velho” do vala Irmo (também chamado de Lórien). Mandos é um dos aratar. Juntos, Mandos e Irmo são chamados de Fëanturi (q.: “Mestres dos Espíritos”). Sua irmã é Nienna. Sua esposa é Vairë, a Tecelã.

Atributos[]

Mandos guarda os Salões de Mandos, onde convoca os espíritos dos mortos. Por essa razão, ele também é conhecido como “Mandos”, em referência ao seu local de morada.[1]

Mandos conhece e recorda quase tudo o que foi e o que ainda será. Ele serve como o Juiz do Destino dos Valar, pronunciando seus julgamentos sob a autoridade de Manwë. Contudo, apenas Ilúvatar conhece com plena certeza o destino final de Arda, e não o revela por completo, nem mesmo a Mandos ou a Manwë.[1] Mandos e Manwë sempre estiveram aliados desde sua entrada em , e juntos compreendem mais claramente a Visão de Ilúvatar do que qualquer outro dos Valar.

Diz-se que Mandos é o mais severo dos Valar. Entretanto, isso de forma alguma implica que ele seja sombrio ou maligno. Sua severidade é inteiramente parte de sua natureza, oriunda (deve-se supor) daquela parte da mente de Ilúvatar da qual ele proveio. Tampouco Mandos é arbitrário ou malévolo ao declarar os destinos de Arda.

História[]

Durante um dos primeiros conselhos dos Valar, os Poderes temiam que os elfos viessem ao mundo na escuridão. Manwë ordenou que Mandos falasse, e ele revelou que a era dos Filhos de Ilúvatar se aproximava e que era o destino dos elfos despertar sob as estrelas e venerar Varda. Isso levou Varda a preparar novas estrelas para o Despertar dos Elfos.[2]

Genealogia[]

Outras versões do legendarium[]

Christopher Tolkien observa que, nas versões iniciais do Legendarium, Mandos de fato proclama profecias, mas não exerce a função de “Juiz dos Valar” como ocorre em O Silmarillion posterior. Sua esposa era Fui Nienna e ele possuía um cão chamado Gorgumoth.

Um epíteto de Mandos era Morimando (“Mando Sombrio”), sendo o contraponto obscuro de Manwë Kalamando (“Mando Luminoso”). Tolkien observa que, nesses epítetos, o elemento man perde seu sentido de “destino, prisão” e passa a ser entendido como a raiz que se refere à “santidade” (raiz MAN em Manwë).

Inspiração[]

Mandos é comparável a deuses dos mortos de mitologias do mundo real, como Hades ou Hel. O episódio em que Lúthien canta para ele a fim de libertar seu amado lembra narrativas antigas semelhantes, como Orfeu cantando para Hades para libertar Eurídice, ou Hermóðr, que pede a Hel que liberte Balder.[3]

Outra semelhança compartilhada entre Mandos e essas figuras mitológicas é o fato de ambos carregarem o nome de seus próprios reinos. Mandos, nos escritos iniciais, possuía um cão, Gorgumoth, enquanto Hades era guardado pelo monstruoso cão Cérbero e Hel pelo cão ou lobo Garmr.

Referências[]