Enciclopédia da Terra-Média
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Capítulos de O Silmarillion
Quenta Silmarillion
  1. Do Princípio dos Dias
  2. De Aulë e Yavanna
  3. Da Vinda dos Elfos
  4. De Thingol e Melian
  5. De Elmadar
  6. De Fëanor
  7. Das Silmarils
  8. Do Obscurecer de Valinor
  9. Da Fuga dos Noldor
  10. Dos Sindar
  11. Do Sol e da Lua
  12. Dos Homens
  13. Do Retorno dos Noldor
  14. De Beleriand e seus Reinos
  15. Dos Noldor em Beleriand
  16. De Maeglin
  17. Da Vinda dos Homens
  18. Da Ruína de Beleriand
  19. De Beren e Lúthien
  20. Da Quinta Batalha
  21. De Túrin Turambar
  22. Da Ruína de Doriath
  23. De Tuor e da Queda de Gondolin
  24. Da Viagem de Eärendil
Dos Anéis de Poder e da Terceira Era

Quenta Silmarillion é uma coleção de lendas fictícias criado por J.R.R. Tolkien. Foi publicado após sua morte como parte do livro O Silmarillion. Como não foi terminado por Tolkien, a coleção foi completada por seu filho Christopher com assistência do jovem Guy Gavriel Kay. O título Quenta Silmarillion é traduzido como "o conto das Silmarils". O Quenta Silmarillion é a terceira parte de O Silmarillion. Quenta Silmarillion é a maior versão-final da Primeira Era, e suas histórias narram todos os maiores eventos dessa era.

Sinopse[]

Depois da entrada dos Valar, Arda ainda estava sem vida e não possuía características geográficas distintas. A forma inicial de Arda, escolhida pelos Valar, era de um continente simétrico iluminado por duas lâmpadas: uma no norte do continente e outra no sul. No entanto, as lâmpadas foram destruídas pelo cruel Melkor. Arda foi novamente escurecida, e a queda das lâmpadas estragou a simetria perfeita da superfície de Arda. Dois continentes principais foram criados que são de interesse para a história: Aman no extremo oeste, e Terra-média a leste, sobre o Grande Oceano.

Após isso, Melkor se escondeu dos Valar em uma enorme fortaleza, Utumno. Ele também se cercou de bestas horríveis, muitas delas Maiar na forma de animais ferozes, conhecidos como Balrogs. Os Balrogs permaneceram como seus servos e soldados mais fiéis desde então.

Os Valar então fizeram para si uma morada no extremo oeste, em Aman. Então os Valar começaram a remodelar Arda mais uma vez, tornando-a habitável e preparando-a para a vinda dos Filhos de Ilúvatar: Elfos e Homens. No entanto, onde quer que eles fossem, Melkor os seguia estragando o fruto de seu trabalho e danificando suas conquistas. Assim, toda Arda foi maculada pela raiva, inveja e luxúria de poder de Melkor.

Utumno, no entanto, não protegeu Melkor. Ele foi capturado e condenado a três eras (cerca de 9.000 anos) de prisão. Utumno foi destruída; mas todo o seu mal não foi erradicado. Antes de Melkor ser capturado, Arda testemunhou o Despertar dos Elfos, os primeiros Filhos de Ilúvatar. Os Elfos são descritos como seres antropomórficos, que, no entanto, são imortais e possuem muitas virtudes (beleza, saúde, habilidade de comunicar-se com a natureza), além da porção dada aos Homens. Os Elfos foram encontrados pelos Valar e convidados a juntar-se a eles no Oeste; no entanto, Melkor conseguiu alcançar alguns dos Elfos ainda mais cedo. Diz-se que a partir deles ele gerou a raça horrível dos Orcs, que tanto ele quanto seu seguidor Sauron usaram como soldados.

Alguns dos Elfos recusaram-se a ir para o oeste. Eles ficaram conhecidos como os Avari. Duas casas dos Elfos, os Vanyar e os Noldor, cruzaram o Grande Mar com a ajuda dos Valar. Uma terceira casa, chamada Teleri, demorou-se na costa leste do Grande Mar e no oeste da Terra-média. Eventualmente, muitos dos Teleri cruzaram o Grande Mar, mas alguns Teleri permaneceram na Terra-média. Os grupos de Teleri que permaneceram são chamados de Sindar, Nandor e Falathrim. (Veja: Separação dos Elfos).

Em algum momento entre o aprisionamento de Melkor e sua libertação, os Valar criaram as Duas Árvores, Laurelin e Telperion, que encheram Valinor de luz.

Surgiu um poderoso Elfo entre a casa dos Noldor, chamado Fëanor. Fëanor era habilidoso em ofícios, e sua maior realização foi a criação de três joias maravilhosas, as Silmarils. As Silmarils continham a luz das Duas Árvores de Valinor.

Por essa época, o cativeiro de Melkor havia terminado. No entanto, ele rapidamente retornou ao mal. Através de um plano perverso, ele conseguiu destruir as Duas Árvores e roubar as Silmarils. Então ele fugiu para o leste, para a Terra-média.

O furioso Fëanor seguiu Melkor (a quem ele renomeou Morgoth). Isso foi feito contra a vontade dos Valar, e durante a fuga de Fëanor, ele matou muitos dos Teleri, devido à recusa deles em emprestar-lhe seus navios (Primeiro Fratricídio). Por isso, ele e seus seguidores foram proibidos de se aproximar de Aman novamente. No entanto, Fëanor ignorou essa punição e conseguiu cruzar o Grande Oceano para o leste. Lá, ele se juntou aos Sindar, que estavam na Terra-média desde o início. Anos após essa fuga, para diminuir a escuridão, os Valar lançaram o Sol, para que dissolvesse as sombras de Melkor.

Morgoth, tendo retornado à Terra-média, fortaleceu sua anterior fortaleza secundária, Angband, com sua capital em Thangorodrim. De lá, ele travou guerra contra os Sindar. No entanto, com a ajuda dos Noldor, que acabaram de cruzar o Oceano, o primeiro ataque de Morgoth foi repelido.

Após isso, os Noldor se estabeleceram com os Sindar no oeste da Terra-média, conhecido como Beleriand. Eles adotaram a língua Sindarin em vez de seu Quenya nativo. Esse período de relativa paz e estabilidade foi curto (pelo menos pelos padrões dos Elfos). Uma das primeiras vítimas dessa guerra foi o próprio Fëanor. Com o passar do tempo, Morgoth reuniu mais e mais força.

Trezentos anos após a chegada dos Noldor a Beleriand, a Terra-média testemunhou o despertar dos Homens, os Segundo Nascidos (ou os Seguidores). A maioria deles aliou-se aos Elfos para defender Beleriand de Morgoth. No entanto, nem a habilidade dos Elfos, nem a determinação dos Homens conseguiram desafiá-lo. Um a um, os domínios dos Elfos e Homens foram destruídos e preenchidos com o mal.

Por fim, mais de cinco séculos após a fuga dos Noldor, Eärendil, filho de uma mulher Elfa e de um Homem, zarpou para o Oeste com a única Silmaril que seus ancestrais conseguiram recuperar. Ele foi autorizado a desembarcar em Aman e a pedir misericórdia aos Valar pelos Elfos e Homens.

Os Valar concordaram em perdoar os Noldor. Eles partiram para lutar contra Morgoth e foram vitoriosos. Morgoth foi expulso de Arda. No entanto, durante o conflito, o próprio continente de Beleriand foi destruído e afundou, formando assim uma nova linha costeira para a Terra-média, centenas de milhas a leste.

Os Valar ofereceram perdão aos Elfos e o direito de ir para Aman. Muitos deles realmente deixaram a Terra-média, cansados de séculos de guerra contra o mal crescente. As tribos de Homens que ajudaram os Elfos receberam uma ilha inteira, onde fundaram o reino de Númenor.

Eärendil, por possuir herança tanto mortal quanto imortal, recebeu a oportunidade de escolher seu destino; um presente que também foi dado a todos os seus descendentes nascidos de um pai imortal. Sua Silmaril tornou-se uma estrela brilhante. Uma Silmaril foi afundada nas águas do Grande Oceano, e a terceira foi perdida nas profundezas da Terra. Assim, além do sol e da lua acima, não restou nenhum traço na Terra-média das Duas Árvores de Valinor; mas sua influência vive nos elementos: ar, água e fogo/terra.[1]

Etimologia[]

Quenta Silmarillion é Quenya para "A História dos Silmarils", de quenta ("conto") + Silmarilli + -on (sufixo genitivo plural).

O cognato Sindarin é Pennas Silevril, com o mesmo significado.

Referências[]

  1. J.R.R. Tolkien, Christopher Tolkien (ed.), O Silmarillion, "Quenta Silmarillion: A História dos Silmarils"